Carta ao Eduardo criança

Carta ao Eduardo criança

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Carta ao Eduardo criança

Comer caco de vidro

Sobre a trajetória, as pessoas que me formaram e a criança que nunca deixou de acreditar

Da criança que desenhava armadura do Homem de Ferro no caderno ao mercado financeiro. Uma reflexão sobre trajetória, gratidão e o propósito por trás de tudo.


Ando tendo muitas conversas com pessoas diferentes esses dias. E hoje, terminando mais uma tarde de trabalho, me peguei de novo relembrando toda a minha trajetória até aqui.

Essa foto tem 1 ano e meio. Foi mais ou menos nesse período que a minha vida mudou em 6 meses. Comecei a acessar pessoas e lugares que eu jamais imaginei que um dia fossem reais pra mim. E de lá pra cá, a cada mês que passa, a responsabilidade aumenta. Sempre aumentou.

Mas isso não pesa pra quem sempre lembra do Eduardo de 8, 10 anos, aquele que desenhava armadura do Homem de Ferro e foguete no caderno, detalhando como cada coisa seria construída. A mesma criança que, desde os 4 anos, carregou a responsabilidade de aceitar a própria realidade e de mudar ela. E não só a parte financeira, mas a espiritual e a familiar também.

Às vezes eu penso se o mundo é louco mesmo ou se eu tô vivendo dentro de um sonho, porque todo dia eu realizo algo que um dia foi só desejo. E junto disso vêm as críticas. Do mercado onde eu tô inserido hoje, o financeiro, um dos mais desgastantes que existe. E das pessoas também, as de sempre, que nunca me deram nada. Apesar de que, pra ser sincero, isso não me abala.

Faz tempo que eu procuro uma forma de colocar isso em palavras: nada é fácil nesse mundo. Mas o trabalho, que eu aprendi lá atrás, na época em que era fã do Elon Musk, é necessário. Se você quer mudar o mundo, a última coisa em que deveria pensar é dinheiro.

E a melhor lição do caminho foi essa: gratidão e humildade levam a gente longe.

Sou grato pelo caminho que trilhei até aqui. Grato às pessoas que me formaram, seja na dor ou na alegria. Eu queria poder falar pro Eduardo criança que tá dando certo. A gente trabalhou, e com isso a gente tá conseguindo. Ter empresa e comer caco de vidro de verdade.

No fim, a vida vira o prazer da realização. E mesmo que existam momentos em que você vai falhar e sofrer, eu acredito que a gente tá aqui por um propósito.

É louco pensar nas circunstâncias que a gente enfrenta e em como consegue sair delas. E saber que nem todo mundo passou pelo mesmo, que as circunstâncias nunca são iguais pra todos, isso também é louco.

E pro Eduardo de 13, 15 anos, que juntou dinheiro pra comprar um notebook meia-boca e ainda ouvia por não poder ajudar em casa: foi isso que te motivou a programar. E valeu a pena.

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